Kanji Áurea, a Despedida Final. 🦋
- TRINDADE | NEWS

- 7 de out.
- 8 min de leitura
Olá, para você que não conhece ainda, eu sou a Arcana Kanji, aquela que tudo vê, que está presente em tudo e todos. Mas vamos começar do início, onde em um dia qualquer eu entraria em um mundo novo, uma ninguém destinada a ser TUDO.
Eu sou Kanji, uma player comum que entrou destinada a se casar com uma Rainha na qual eu não conhecia. Eu não tive tempo para conhecê-la e nem me aproximar dela, era um casamento arranjado e apressado.
A pressão colocada em mim para me casar com ela era grande, e eu já não sabia mais como esconder o nervosismo e a ansiedade que me controlavam.
Eu me casei com Maite Marshalls no dia 10/01/25, e desde então minha jornada prosseguiu na trindade. Eu vi cidades sendo feitas, guerras sendo declaradas, famílias sucumbindo e vi uma oportunidade...
Askol Áurea, inimigo mortal da família Marshalls, havia me procurado e feito uma proposta que mudaria meu destino para sempre. Naquela noite, ele me propôs um casamento, uma chance de ser forte e grande.
Os Marshalls, apesar de terem me acolhido, me faziam sentir que eu estava sendo usada como ferramenta para manter Maite e Henry Marshalls no poder, já que a mesma precisava de uma esposa para adotar e nomear ele como seu herdeiro.
Eu pensei muito antes de finalmente aceitar sua proposta, e então me divorciei da Rainha Maite e me casei com o soberano das trevas, Askol Áurea. Nosso casamento foi um choque para muitos, e eu confesso que estava gostando disso, da sensação de finalmente ser vista.
Fui perseguida por Maite e sua família após esse ato de "traição" como eles chamavam, e aquilo me machucou profundamente, eu fui usada, comandada e apedrejada por eles, e sabia que eu seria descartada quando já não fosse mais útil a ela.
Nas semanas seguintes foi difícil dar as caras nos grupos ou até mesmo no servidor, eu estava sendo caçada, perseguida e humilhada. Embora eu não tenha admitido na época, aquilo estava me corroendo e me moldando por dentro, eu vi crescer uma sombra escura e maligna em mim, era ódio, rancor, promessa de vingança, era o peso de me tornar parte deles, era a consequência de ter me casado com o Askol.
Cometi muitos crimes no servidor, crimes dos quais eu não me arrependo, e com toda certeza me transformaram na pessoa que sou hoje. Após me tornar parte do grupo, eu percebia que a administração do servidor na época protegia os Marshalls, e aquilo me enfureceu, eu não era ouvida, eles não ligavam para o que eu falava e assim continuou até o meu primeiro ato de protesto contra os líderes.
Askol e eu lutamos contra eles, matamos seus filhos, destruímos suas cidades, fizemos tudo o que podíamos e ainda sim, eu era a vilã, a injustiçada, eu era invisível. Askol lutava pelo poder e controle em massa, eu lutava pelo direito de fala, lutava para que os plebeus e os desfavorecidos pudessem ter voz e relevância.
Nosso casamento se estendeu durante dois meses, e foi cheio de brigas e discussões. Tivemos nossos momentos de parceria tanto em crimes quanto em relacionamento. Não tivemos filhos e nem cogitamos a ideia de ter, pois eu havia decidido, desde que entrei no servidor, que nunca teria filhos. Acreditava que nunca encontraria alguém que pudesse carregar o meu legado, alguém que se parecesse comigo — e aparentemente, eu estava errada.
Nesses meses em que já havia estado presente no servidor, conquistei alguns títulos:
Fui Rainha Consorte da Selva.
Fui Rainha Consorte das Trevas.
Fui Imperatriz.
Meu título como Imperatriz não durou muito, pois meu marido havia cometido inúmeros crimes e seria levado a julgamento pelos líderes de Arcana naquela época:
Arcano Yuki
Decano Vexing
Trintano L55
Ambos presentes no julgamento de meu marido, onde ele foi condenado à fogueira e sentenciado à morte pelos seus crimes. Naquele dia, Yuki olhou para mim e disse: “Eu avisei."
Aquela memória nunca se apagou da minha mente. Não pelo julgamento, não pelo Askol, mas pela frase dita a mim — como um alerta de que eu não iria progredir sem ele, de que eu não seria ninguém.
Eu estava feliz por dentro, algo em mim gritava de felicidade por finalmente ter chegado a minha vez de brilhar, a minha vez de ser relevante em algo. Eu só não sabia que ele voltaria como Better, destinado a causar o caos e destruição no servidor, e aos poucos ele foi me apagando, me escondendo atrás dele.
Até que uma porta se abriu para mim. Um convite feito pela Moderadora-Chefe na época, Manu Áurea, que me chamou para participar da Comissão de Comunicação, meu primeiro trabalho no servidor. Ali tive a oportunidade de crescer e ser alguém por conta própria.
Comecei a escrever matérias para o site da trindade, e eu era boa naquilo. Escrevia bem e com facilidade. Senti que finalmente havia encontrado o meu lugar no servidor, onde eu poderia progredir. E assim se fez. Tornei-me chefe da Comissão de Comunicação e isso me levou até a Presidência do servidor, onde os líderes decidiam e discutiam sobre o futuro. Pela primeira vez, eu tinha uma chance, uma voz.
Better continuava distribuindo o ódio e a discórdia no servidor, matou reis e rainhas, matou seus filhos e isso gerou a revolta deles. E eu não podia fazer nada, eu estava lá, apagada, escondida, ainda invisível.
O tempo foi passando e eu mantinha minha história firme. Estava prestes a me tornar Rainha de Dragonia, após ter sido adotada pelo meu pai, Dren Áurea. Ele me concedeu o caminho para me tornar monarca naquela dimensão, tornando-me sua herdeira. Por semanas, trabalhei para reconstruir e manter Elytria firme e forte, contra os ataques de Bryan, seu irmão, que havia caído do poder.
Por semanas, reuni nosso povo para reconstruir a capital de Dragonia. E chegou o dia em que todos os monarcas deviam se preparar: a vistoria das cidades, que acontecia de 15 em 15 dias. Meu pai havia se tornado inativo, ausentou-se de suas obrigações e caiu naquela vistoria. Foi então que saiu a notícia: eu seria a nova Rainha de Dragonia e chefe da família Áurea.
Askol desprezou a ideia de uma mulher ser a chefe da família, de eu ser a nova líder e porta-voz dos Áurea, ele me difamou para todos, e se vangloriava sobre eu dever a ele, pois sem ele eu não seria nada, e aquilo me perseguiu por meses.
Nesse tempo em que estava banido, seu filho e eu fizemos juntos um ritual para trazê-lo de volta à vida, para lhe devolver o que foi roubado dele, e acho que esse foi o meu erro, Askol foi o meu maior erro. As brigas aumentaram, e ele me deu um ultimato, onde eu precisaria escolher entre ele ou a presidência, e eu fiz minha escolha, me divorciei dele naquele mesmo dia.
Tudo havia mudado. O jogo era outro. E eu havia feito inimigos.
Askol veio atrás de mim, junto de seu povo, para me destruir e causar minha ruína. Tentaram tomar Elytria, tentaram roubar DragonStone, a cidade na qual lutei e trabalhei tanto para construir. Tive a ajuda de Sleepy para a construção, e usaram isso para tentar tomá-la de mim.
Após me tornar Rainha, mais obrigações e cargos chegaram até mim. Tornei-me Senadora e Presidente do servidor. Precisei abrir mão de Dragonia, precisei deixar meu povo para poder conduzir e liderar algo maior. A perseguição de Askol ainda permanecia em mim, eu estava sendo difamada, xingada e humilhada por ele e seus amigos, ele estava me expondo e expondo minhas informações pessoais para todos, o inferno não acabava, estava prestes a começar.
De Senadora, cresci rapidamente. Tornei-me Senadora e Suprema Juíza. Muitas responsabilidades caíam sobre mim, e eu as aceitava de bom grado. Durante todo esse percurso, ainda tentavam me derrubar, me destruir de qualquer forma. Por muito pouco não desisti de tudo, por diversas vezes ameacei largar tudo, pois já não tinha mais forças, ele estava conseguindo me apagar de novo, e eu estava desaparecendo. Mas encontrei forças no meu maior aliado, um sol que surgiu para iluminar toda a escuridão que me cercava e rodeava meu coração de tristeza e dor, meu marido, Yuno Áurea.
Meu relacionamento com Yuno aconteceu logo após meu divórcio com Askol. Encontrei nele segurança, confiança e parceria. Éramos semelhantes, como olhar para um espelho. Nos demos bem imediatamente e decidimos nos casar — e por pura coincidência, nosso casamento aconteceu no dia 1º de abril, o dia da mentira, que combina perfeitamente com o humor de nós dois.
Com ele, tive a certeza de que poderia me manter firme no servidor. Que nada estava perdido e ainda havia esperança, eu estava brilhando, ele me fazia brilhar. Com ele, tive nossa primeira filha:
Any Áurea, nossa primogênita e nosso orgulho. Se parece muito comigo em temperamento e personalidade, mas em aparência é toda o pai.
Logo depois, nasceu Mary Áurea, uma calmaria em meio à tempestade que é nossa família. Ela é completamente idêntica ao Yuno, em todos os sentidos.
E por último, nosso caçulinha, Tito Áurea. Rebelde, independente, cheio de si e de personalidade. Ele é o equilíbrio que faltava em nossa família.
Assim, minha família se formou. Algo que eu nunca esperava que fosse acontecer, mas aconteceu da forma mais natural e linda possível. Eu estava completa. Eu tinha tudo o que precisava.
Mas aí vieram mais responsabilidades. Cresci como Senadora e Juíza, e fui escolhida para ser parte da Santa Trindade, como a nova Decana. Mas algo maior estava sendo preparado para mim.
O fundador, ScarterDM. Em uma reunião onde decidiríamos o futuro da monarquia, algo inesperado aconteceu. Ele estava lá, presente, dizendo que via grandeza em mim, me nomeando a nova Arcana do servidor. Eu não estava pronta, não sabia como reagir — e ainda assim aceitei, feliz.
Nas semanas seguintes, ocorreu minha coroação, onde nomeei também os novos Decano e Trintano para liderarem ao meu lado: meu braço direito L55 e o Trintano Vexing.
E ele voltou, Askol havia retornado após ter a notícia de que eu era a nova Arcana, de que eu havia conquistado e roubado tudo o que um dia ele roubou de mim, ele não conseguia mais me apagar, ele não tinha mais poder sobre mim e isso o deixava louco e possessivo por poder, por controle.
As semanas passaram rápido, e eu tive dificuldades para me adaptar ao cargo. Estava fracassando, e o conselho pediu uma reunião para rever a decisão sobre mim. Naquele dia, decidi: seria perfeita para o cargo. Daria tudo de mim. Dedicaria minha existência a fazer o bem pelo servidor. E consegui.
Eu me reergui, eu lutei muito para me manter no poder e liderar o servidor, eu estava lá, diante de todos BRILHANDO e transparecendo o que é ser um celestial.
Eu já não era mais uma plebeia.
Não era mais uma consorte.
Não era mais uma viúva.
Não era mais uma jornalista.
Não era mais uma Rainha.
Eu era TUDO.
Eu era o servidor.
Eu era cada um de vocês que lê estas palavras.
Hoje, eu sou o ar que enchem seus pulmões, eu sou a luz que vocês não podem tocar, eu sou a voz que lidera, a mão que conduz.
Eu sou cada um de vocês que já pisaram nessas terras, eu estou em tudo e em todos, eu sou o caminho, eu sou o fluxo que mantém a ordem e o equilíbrio de Arcana, eu sou a filha escolhida por Arcana, para guiar todos vocês.
E se estiverem se perguntando o que aconteceu com o Askol, ele continuou me perseguindo e tentando destruir a minha imagem, e isso nunca irá acabar. Mas ele já não pode mais me alcançar, eu já estou longe demais para ouvi-lo e sentir ele, ele havia se apagado para mim.
Eu sou Kanji, uma jogadora comum e essa foi a minha história, a história de uma sonhadora que não pode ser apagada, que não pode ser calada.
Já não sei mais quanto tempo se passou, ou quem é que está lendo isso nesse exato momento, mas eu ainda estou aqui, ainda estou viva e lutando por cada um de vocês, este não é o fim.
Dedicatória e agradecimentos finais:
Se aconcheguem, é a hora de termos nossa última conversa.
Quero agradecer à minha família que acreditou em mim, que me guiou e fortaleceu em momentos de escuridão, quero agradecer à Manu, ao L55 e ao Scarter, por terem acreditado em mim e me deixado ser quem sou hoje. Agradeço também a todos aqueles que tentaram me derrubar, vocês só me fizeram enxergar que minha força é inabalável e que ainda posso conquistar muito mais!!
Se estiver desmotivado, se achar que sua força está se esgotando e que não vale mais a pena, lembre-se que você não pode ser apagado e que a história é sua para ser contada da forma que você a escrever, acredito em cada um de vocês.
Kanji Bagatt Áurea.
















Enquanto houver memória, eu nunca serei esquecida.




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Eu não esquecerei você, eu sei que você vai voltar.. 🖤
Não acredito que esse momento aconteceu 😭😭😭